17/10/2008


O Contrapeso Mudou



Escrito por Eduardo Sales Filho às 00h21
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

23/08/2008


Um ano de Contrapeso

Quando o Contrapeso começou eu não sabia o que o futuro me reservava. Ainda estava na fase dos exames pré-operatórios e tinha algumas dúvidas se levaria essa idéia adiante ou não. Mas as pessoas começaram a acessar, ler, comentar, me incentivar e o tempo foi passado...

De vez em quando algum leitor virava pra mim e dizia o quanto fui importante para ele. Contava que conseguia se identificar completamente com os meus textos, com a minha história. Que ele havia tomado a decisão de também mudar de vida depois de ler as coisas que escrevi.

Achava isso engraçado, porque foram exatamente os meus leitores que me mantiveram firme em meu propósito. Ainda antes da cirurgia já tinha muita gente me dando força e elogiando a minha coragem por ter tomado essa decisão. Durante os dias em que fiquei internado o blog bombou de uma maneira absurda. Pessoas de todo o país apareceram por aqui em busca de alguma notícia, querendo saber se correu tudo bem no centro cirúrgico e como estava a minha recuperação. Lembro que até mesmo designei o Lucio como meu porta-voz oficial naquela ocasião.

Quando estava quase enlouquecendo durante a dieta líquida, desesperado para comer alguma coisa, mastigar alguma coisa... foram os comentários dos leitores que me deram força para aguentar aquela fase complicada. 

Na noite em que escrevi sobre o meu receio de dormir sem a faixa elástica pela primeira vez depois de dois meses, fui encorajado por um monte de gente a deixar o medo de lado e seguir em frente... e eu segui.

Eventualmente minha vida profissional me impedia de atualizar o blog com a frequência que gostaria, mas meus leitores fiéis não me abandonavam de jeito nenhum. Muito pelo contrário, continuavam a aparecer aqui para cobrar textos novos e atualizações mais frequentes.

Recebia vários pedidos para não parar de escrever, não abandonar o blog, não desistir desse projeto tão pessoal que acabou se tornando parte da vida de muita gente. Um grupo de pessoas inclusive tentou me convencer a transformar o Contrapeso em um livro... uma idéia que acho bastante interessante, admito.

Saibam, meus diletos leitores, que vocês são parte fundamental deste blog. O Contrapeso não seria o que é hoje se não fossem as suas palavras carinhosas nos comentários, suas sugestões de pauta para posts, sua eterna paciência com os meus constantes atrasos. 

Só que o tempo passou e eu não sou mais o mesmo homem de um ano atrás, por isso não acho justo que o Contrapeso continue da maneira que está. Calma, isso não é um adeus e nem mesmo um até breve, estou apenas enrolando vocês um pouquinho antes de dar uma ótima notícia: resolvi comemorar esse aniversário de um jeito especial, com uma mudança ampla, geral e irrestrita.

O Contrapeso está mudando, e mudando para melhor. Vamos para um novo servidor, com novo endereço, novo layout, novos aplicativos e mais algumas surpresas que ainda não posso revelar. Então chega de perder tempo lendo mais um dos meus textos enormes, clique aqui e conheça o Novo Contrapeso.

Anote o endereço, salve em seus favoritos, indique aos amigos, empurre o seu irmão pentelho do computador e comece a enviar e-mails convidando todo mundo para conhecer o www.contrapeso.blog.br, tenho certeza de que vão gostar.

www.contrapeso.blog.br, aqui é menos comida e mais conversa!

Escrito por Eduardo Sales Filho às 00h22
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

21/08/2008


O chato não é ser bonito, é ser famoso!

O Contrapeso tá ficando famoso mesmo. Fui convidado pelo Ian Black para a abertura do Brastemp Gourmet que rolou na noite passada. O Sr. Enloucrescendo era um dos responsáveis pela divulgação do evento e resolveu convocar a blogosfera baiana para cobrir a festa. Os blogueiros baianos compareceram em peso... quer dizer, nem tanto peso assim.

Segundo o panfleto que recebi na chegada, o Brastemp Gourmet é "um evento que mistura arquitetura, gastronomia e o Lado B baiano". Não faço idéia de que diabos é esse tal de "lado B baiano", mas pelo menos entendi muito bem a parte que fala sobre arquitetura e gastronomia; dois assuntos que adoro.

Como a Mostra tá rolando no Shopping Barra, o pessoal da divulgação se encarregou de espalhar a marca Brastemp Gourmet por todos os lados. Além daqueles banners enormes que sempre são colocados sobre a praça principal do shopping, encontrei também algumas mesas plotadas na praça de alimentação e um ou outro sinal de que tava rolando coisa boa por ali.



Usando e abusando do tema sincretismo religioso, os arquitetos e decoradores criaram ambientes inovadores e com forte influência da cultura africana. Confesso que não entendo muito desse papo de decoração, mas fiquei positivamente impressionado com as coisas que vi por lá.



A pior parte de ir nesse tipo de evento é perceber que sou um fudido. Encontrei lá a cozinha dos meus sonhos, mas nem se trabalhasse sem parar pelos próximos dez anos conseguiria juntar grana pra montar uma dessas pra mim. Ser pobre é uma merda mesmo...



Achei uma coisa muito legal nessa Mostra; os arquitetos conseguiram usar o conceito de sincretismo, candoblé, África e etc, sem cair naquelas coisas chamativas e esquisitas. Todos os ambientes me pareceram altamente acolhedores e aconchegantes. Tenho minhas sinceras dúvidas se compraria uma mesa vermelha para minha casa, mas não dá pra negar que ela ficou sensacional nessa combinação mostrada logo abaixo.



Mas como a Mostra não é feita apenas de decoração, vamos para a parte boa: a gastronomia!

Sei que uma festa é chique quando todos os "salgadinhos" servidos são totalmente desconhecidos por mim. Comi um troço esquisito que parecia um bolinho com um camarão seco em cima... não sei do que era feita a massa, mas o resultado final foi maravilhoso. O meu canapé preferido tinha o formato de estrela e levava uma pequena pimenta sobre um monte de molho de queijo... tô aqui salivando só de lembrar.

Evidentemente meu paladar não está acostumado a todas essas coisas da high-society, então não curti muito o risoto ao molho de goiabada (what the fuck?!) e achei o "espetinho" de queijo e tomate-cereja meio sem sal. Além disso ficou claro que não gosto de champanhe... não tem jeito, a minha bebida é mesmo o bom e velho uísque doze anos, especialmente quando ele é de graça.

O Brastemp Gourmet vai continuar rolando entre os dias 21 de agosto a 7 de setembro no piso G1 do Shopping Barra, sempre do meio-dia às dez da noite. Além dos ambientes decorados por feras como Flávio Moura e Avelino Fernandes, ainda acontecerão algumas degustações e aulas de gastronomia com grandes chefs de Salvador. E a melhor parte é que tudo isso é de graça. Aproveitem!

Como diria o Fittipaldi, eu recomeeeeendo!

PS: Se quiserem ver mais fotos da Mostra é só clicar aqui.

Escrito por Eduardo Sales Filho às 13h28
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

19/08/2008


Crônicas Manauaras - Parte Final - A Natureza

Os amazonenses não usam os rios apenas para pescar e viajar, a relação existente ali é quase simbiótica. É impossível pensar na amazônia sem lembrar automaticamente dos seus rios. É impossível viver na amazônia sem ver seus rios. É impossível ir a amazônia e não ficar fascinado pelos seus rios. As pessoas vivem nos rios, pescam, se alimentam, lavam suas roupas, estudam, trabalham, fazem amor.

Fiz dois passeios de barco enquanto estive em Manaus. No primeiro deles fui até um hotel que fica no meio da floresta amazônica. Foram quatro horas de barco só para chegar, mas valeu a pena. Como a diária custa cerca de dois mil reais, é evidente que não fiquei hospedado por lá, a idéia era apenas conhecer o lugar.


Ariaú Towers, um hotel no meio da floresta

Desnecessário dizer que, com um preço salgado desses, a maioria esmagadora dos hóspedes era formada por turistas estrangeiros. Vi muitos japoneses, alemães, franceses e americanos. Ouvi algumas línguas que não reconheci, então fiquei na dúvida sobre a nacionalidade do restante, mas uma coisa é certa, os únicos brasileiros por lá éramos nós e os funcionários do hotel.

Além dos quartos tradicionais, este hotel trazia a possibilidade do hóspede ficar numa "casa na árvore", mas não era uma casinha qualquer e sim uma suíte sensacional no nível dos melhores hotéis cinco estrelas do país. Quem fica hospedado lá acorda realmente no meio da floresta, vendo os macacos brincando nos galhos do lado de fora da sua janela. Passar a noite ali deve ser maravilhoso, mas um pouco assustador, afinal a gente nunca sabe que tipo de bicho vai encontrar quando abrir a porta pela manhã.


A "casa na árvore"

O outro passeio que fiz por lá foi até o encontro das águas. Porém, antes de chegar no ponto em que o Rio Negro e o Rio Solimões se encontram, o barco fez um pequeno desvio e nos levou para conhecer um igarapé. Segundo a Wikipédia a palavra igarapé "significa cursos de água amazônicos de primeira ou segunda ordem, braços estreitos de rios ou canais existentes em grande número na bacia amazônica, caracterizados por pouca profundidade, e por correrem quase no interior da mata."


Passeio pelos Igarapés

A definição é precisa, mas não o bastante para explicar qual a sensação de estar atravessando a floresta amazônica num barquinho a motor enquanto árvores enormes cobrem completamente o sol. De vez em quando nosso barco parava e o guia começava a explicar alguma coisa sobre o lugar. Nesses momentos os ribeirinhos - de modo geral, crianças - surgiam em canoas trazendo seus "bichinhos de estimação" pros turistas tirarem fotos e esperando ganhar um troquinho com isso.


Os ribeirinhos e seus bichinhos de estimação

Foi ainda nos igarapés que finalmente vi uma vitória-régia e um jacaré em seu habitat natural. O bicho não tinha uma cara muito simpática, mas também não parecia se incomodar com a nossa presença na casa dele.


"Pra que essa boca tão grande, seu jacaré?"

Quando o passeio pelos igarapés chegou ao fim, era hora de partir para o encontro das águas. Nosso guia explicou cientificamente os diversos motivos que levam as águas do Rio Negro e do Rio Solimões a não se misturarem. São coisas como diferença de PH, temperatura e até mesmo velocidade entre os rios; mas depois que chegamos perto o bastante para ver este espetáculo da natureza, ninguém mais se importava com a ciência, todo mundo só queria tirar a maior quantidade possível de fotos.


Encontro das águas

Minha viagem para Manaus foi inesquecível. Adorei a amazônia e pretendo voltar lá para ver tudo aquilo que não consegui dessa vez e visitar novamente todos os lugares maravilhosos em que estive.

Valeu, Manaus. E até a próxima.

Escrito por Eduardo Sales Filho às 14h03
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

13/08/2008


EXTRA! EXTRA!



Discoteca proíbe entrada de gordinhas para "selecionar a clientela"

Na tentativa de "selecionar melhor a clientela" (entendam isso como quiser), uma discoteca na ilha de Jersey impediu a entrada de mulheres gordas. A idéia politicamente incorreta partiu do próprio dono da boate, Martin Sayers, que pretendia deixar o ambiente do seu ninghtclub mais bonito ao aceitar a entrada apenas de pessoas esteticamente atraentes.

Essa nova política do Havana (este é o nome da boate em questão) gerou polêmica logo na primeira noite. Cerca de vinte clientes foram barradas na entrada, e quando reclamavam do fato eram orientadas a tentar emagrecer caso quisessem entrar ali algum dia.

Qualquer pessoa com meio neurônio saberia que isso ia dar merda... e deu. A notícia da proibição foi rapidamente divulgada pela internet iniciando uma campanha de boicote ao Havana. Em pouco tempo milhares de pessoas aderiram ao movimento e o dono da boate teve que voltar atrás em sua decisão.

Te confesso que esse tipo de coisa ainda me surpreende. Sei que os gordos sofrem preconceito em várias locais, afinal sou um gordo, mas a atitude do senhor Martin Sayers foi tão estúpida - especialmente nessa época de politicamente correto em que vivemos - que me questiono como esse cara conseguiu ficar rico o bastante para montar uma boate de sucesso.

O preconceito me incomoda, mas a burrice é o que realmente me irrita.
Odeio gente burra!

---
Agradecimentos ao Lopes por esta dica
.

Escrito por Eduardo Sales Filho às 10h58
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

07/08/2008


47 a menos, e contando...

No post anterior eu comentei que havia engordado um quilo durante a minha viagem para Manaus, mas esse negócio de ser um gastroplastizado é estranho mesmo. Assim que voltei pra casa, comecei a trabalhar novamente e retomei o ritmo normal de vida, não só perdi aquele quilo como mais alguns foram embora rapidinho.

Depois de uma rápida passada na farmácia para conferir meu peso atual, descobri que estou com 127,3 kg. O que significa que, nesses quase sete meses desde a cirurgia, já perdi 47 kg. Uhú!



Nesse ritmo vou sair da casa dos 120 antes do que pensava. Não que esteja reclamando, é claro! :-)

Escrito por Eduardo Sales Filho às 12h24
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

03/08/2008


Crônicas Manauaras - Parte II - A Gastronomia

Se engana quem pensa que depois da cirurgia é impossível engordar de novo. E nem mesmo me refiro às pessoas com mais de dois anos de operadas, tô falando de gente que operou recentemente, tipo este que vos fala.

Quando estive em São Paulo no mês de abril, mesmo não conseguindo comer em quantidade, comi muita coisa pouco recomendável. Estou falando de pizzas gordurosas, sanduíches altamente calóricos e toda uma variedade de cafés... alguns até mesmo me causaram dumping. Engordei cerca de três quilos nos meus dez dias em sampa, mas foi só voltar pra casa, e para o ritmo normal de vida, que, em uma semana, perdi cinco.

Nessa viagem para Manaus as coisas não foram diferentes. Porém, como o prato típico amazonense é peixe, acabei engordando apenas um quilo dessa vez. Francamente, até me surpreendi por ser tão pouco, pois mergulhei de cabeça nos pratos típicos e sabores exóticos da floresta.

Experimentei o famoso tucupi no tacaca (ou será tacaca no tucupi). É basicamente uma sopa esquisitona com umas folhas fortes no meio, além de um ou outro camarão pra dar a liga. Pessoalmente, não gostei muito, mas também não é tão ruim quanto as frutas típicas da região.

Sim, odiei o doce de cupuaçu, achei o sorvete de açaí com gosto de terra suja e a tal da tucumã só não é totalmente detestável porque é servida junto com queijo coalho. A única exceção nessa regra é a infame pupunha. Apesar do seu aspecto esquisito, o gosto é similar ao do bom e velho milho cozido. Além disso, a pupunha também é servida quente e acompanhada de manteiga e sal, não tinha como não curtir.

Os peixes são um caso a parte. Comi um tambaqui a escabeche sensacional, bem melhor do que a sua versão mais simples, o tambaqui frito. O tucunaré também é maravilhoso. Por se tratar de um peixe nobre da amazônia, uma posta das boas pode custar até R$ 100,00 nos restaurantes. Não curti muito a caldeirada de pirarucu (ou "caldeirada de lá ele" caso você more na Bahia) mas o "filézinho de lá ele" (ou pirarucu para os não-baianos) é muito bom! As espinhas continuam sendo um problema, mas o pessoal de Manaus está tão acostumado com isso que já sabem como cortar o peixe do jeito certo para eliminar a maior parte delas.

Mas uma coisa que me surpreendeu na capital do Amazonas foi a grande quantidade de restaurantes servindo "picanha no bafo". Imaginei que, pela própria dificuldade de acesso, a carne bovina não seria muito consumida por lá, ledo engano. Fui num dos melhores da cidade, o PicanhaMania, duas vezes e sai de lá tão empolgado que até deu vontade de abrir uma casa dessas aqui em Salvador.

Os manauaras realmente comem bem, isso não há como negar.

Fim da Parte II

Escrito por Eduardo Sales Filho às 20h13
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

30/07/2008


Crônicas Manauaras - Parte I - A Cidade

Sou um ser urbano por natureza; adoro as grandes metrópoles, sou fascinado por São Paulo e morro de vontade de conhecer Nova York. Então como explicar o fato de que achei a amazônia sensacional logo de cara?!


Vista aérea da chegada em Manaus

Enquanto estava sentado em um barquinho cruzando os igarapés, vendo o encontro das águas do Rio Negro com o Rio Solimões ou caminhando no meio da floresta, tudo que conseguia fazer era ficar extasiado com a beleza daquele lugar. A Amazônia é mesmo fascinante.

Tinha uma imagem errônea de que Manaus seria um buraco no meio da selva... bem, ela fica mesmo no meio da selva, mas está bem longe de ser um buraco. A capital do Amazonas é enorme, bem estruturada e surpreendentemente limpa para uma cidade tão grande.

O famoso calor da região também não foi tão insuportável assim. Na verdade achei a temperatura bastante agradável na maior parte do tempo. Como Salvador também tem um clima quente e úmido, foi mais fácil para me acostumar. Além disso, tudo em Manaus tem ar condicionado - até mesmo nas igrejas - então não foi muito complicado evitar morrer de calor. Tudo bem que essas mudanças constantes de temperatura acabaram com a minha garganta, mas essa é outra história...

Uma coisa que me assustou é que não existe vento em Manaus. Estava acostumado com a eterna brisa marinha de Salvador, então foi muito estranho ver a decoração de um casamento ao ar livre feita com velas acesas... as malditas chamas não tremulavam nem um pouquinho!

Minha mente limitada me forçava a acreditar que, por se tratar de uma cidade no meio da floresta, só existiriam índios em Manaus... nada poderia estar mais longe da verdade. Conheci muita gente bonita, inteligente e interessante na cidade. Fui em bares de rock e me surpreendi com a agitação das noites manauras. O povo do Amazonas realmente sabe como curtir a vida.

Fim da Parte I

Escrito por Eduardo Sales Filho às 15h46
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

De volta

Fui até a floresta amazônica e sobrevivi.
Ainda hoje começo uma série de posts sobre a viagem com direito a muitas fotos.

Escrito por Eduardo Sales Filho às 12h45
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

21/07/2008


In the jungle

Amanhã cedo estou indo para Manaus. Um grande amigo vai casar e resolvi aproveitar essa data especial para conhecer a floresta amazônica. Durante a viagem pretendo experimentar todo o tipo de comida bizarra que existe por aquelas bandas.

Supondo que consiga sobreviver ao calor, aos mosquitos, ao ataque de índios selvagens primitivos (redundante, não?) e aos aviões com suas poltronas absurdamente apertadas, estarei de volta na semana que vem contando o que um gastroplastizado faz para se divertir no meio da floresta amazônica.

Desejem-me sorte.

Escrito por Eduardo Sales Filho às 16h06
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

20/07/2008


EXTRA! EXTRA!



"Seu Barriga" entra em reality show para perder peso

O ator Edgar Vivar, que interpretava os personagens "Seu Barriga" e "Nhonho", no programa infantil Chaves, resolveu participar de um reality show para perder peso. O programa se chama "Cuestion de Peso" e é a versão argentina de "O Grande Perdedor", exibido pelo SBT.

O curioso dessa história toda é que o "Seu Barriga" passou recentemente pela cirurgia bariátrica e já havia perdido quase quarenta quilos antes mesmo do programa começar.

Já assisti alguns episódios desse programa em sua versão original, a americana, e confesso que achei uma merda foda. Um monte de gordos confinados no mesmo lugar, passando por uma dieta rigorosa e uma carga de exercícios intensa para, no final do período pré-definido, ganhar um prêmio em dinheiro.

Em uma das cenas que assisti, colocaram uma geladeira cheia de doces e tortas no palco só para sacanear com os gordinhos. Porra! Isso é tortura psicológica!

Não me entendam mal, sou um grande fã de reality shows. Não perco nenhum Big Brother, acompanhei a primeira edição do Fama, assisti todas as versões do Casa dos Artistas, adorava o No Limite e, no momento, estou viciado nesse programa dos nerds, mas acho muito escrota a maneira como os gordos são explorados no "Grande Perdedor".

Mas, independente disso tudo, só me resta desejar boa sorte ao meu colega de grampo. O importante é que ele quer ficar saudável, não importa se fará isso perdendo peso em rede nacional ou na privacidade do seu lar. Até por que o conceito de privacidade é bem relativo hoje em dia.

---------
Agradecimentos à Maira e ao Mano Novo por me enviarem essa notícia.

Escrito por Eduardo Sales Filho às 03h56
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

14/07/2008


Sanduíche natural

Muitos pediram, alguns insistiram, outros praticamente me ameaçaram... e é por isso que hoje damos início a uma nova seção no Contrapeso.

Senhoras e senhores, apresento a vocês o Receitas de Peso, seu canal especializado em pratos gostosos mas que não ferram com o seu regime:



E para começar, nada melhor do que compartilhar com vocês uma das minhas receitas preferidas de sanduíche natural.

Ingredientes para o recheio:
2 ovos cozidos;
200g de frango assado desfiado;
1/2 cenoura ralada;
20g de azeitonas sem caroço;
100g de ricota;
100g de queijo coalho;
20g de queijo gorgonzola;
Uma bisnaga de maionese light;
Sal e azeite a gosto.

Modo de Preparo:
Amasse a ricota e os dois ovos cozidos, tempere com sal e azeite a gosto.
Corte o queijo coalho e o gorgonzola em cubinhos ou então amasse-os também.
Corte as azeitonas em pedaços pequenos.
Misture todos os ingredientes e vá adicionando a maionese até atingir a consistência certa.



Caso prefira o recheio mais pastoso, coloque um pouco de creme de leite (sem o soro) até ficar do jeito que você gosta. É importante frisar que o creme de leite pode deixar tudo meio adocicado, então talvez seja preciso corrigir a receita colocando um pouco mais de sal.

Depois é só colocar a pasta resultante entre duas fatias de pão integral e mandar ver!



Essa receita rende de quatro a seis sanduíches, dependendo apenas da quantidade de recheio colocado. Eu prefiro sandubas bem "gordos", mas isso vai do gosto de cada um.

Como sou um cara sem estômago, costumo cortar o sanduíche pela metade e ir comendo ao poucos... inclusive acabei mordendo esse aí antes da foto. Foi mal, mas vocês sabem como é... gordo é foda!


----
PS: Gostaria de agradecer ao meu designer particular pela criação de mais essa marca. Valeu, Waltão!

Escrito por Eduardo Sales Filho às 13h21
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

13/07/2008


Comentando os comentários

A Camila deixou um comentário no texto do dia 30/06 pedindo que eu fizesse um post respondendo às mensagens que todos deixam aqui no blog. Como não sei se alguém volta a clicar nos comentários depois que escreveu o seu, gostaria então de avisar que sempre respondo à todos dentro do próprio espaço de comentários. Então, se vocês deixaram algum recado pra mim nos textos antigos, podem voltar lá e conferir, ele certamente foi respondido.

Mas, eventualmente, quando alguém sugere uma idéia bem legal eu acabo criando um post sobre o assunto também. Sabem como é, não devemos desperdiçar uma boa idéia.

Escrito por Eduardo Sales Filho às 02h12
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

07/07/2008


"Olha pro céu, meu amor..."

Ao contrário da maioria dos baianos, não sou muito chegado em carnaval, gosto mesmo é de São João. Por isso passei os últimos três meses prometendo que voltaria a beber durante as festas juninas. Já havia até mesmo me preparado psicologicamente para uma provável menor resistência ao álcool ou para ter um dumping por conta da cerveja. Mas como estamos em ano de eleição, não dá pra se confiar em promessas...

A verdade é que simplesmente não fiquei com vontade de beber. Em nenhum momento me bateu aquele desejo incontrolável de tomar todas e sair cantando por aí "beber, cair, levantar". Acho que fiquei mais interessado em curtir outras partes da festa neste ano.

Os quarenta quilos a menos fizeram uma senhora diferença na hora de dançar. Continuo sendo um péssimo forrozeiro - Maira que o diga - mas pelo menos agora consigo balançar o esqueleto durante duas músicas seguidas sem botar os bofes pra fora. A melhora foi realmente perceptível, até o ano passado bastavam apenas trinta segundos de forró para me deixar ofegante.

Além disso, foi extremamente divertido experimentar todas aquelas guloseimas juninas só pra ver como meu novo estômago iria reagir. Obviamente não fui estúpido o bastante para comer muito, mas também não passei vontade. Comi canjica, bolinhas de genipapo, amendoim cozido, bolos de aimpim e puba. Só não comi milho cozido porque este ano não fizeram lá em casa.

É claro que não passei o São João todo de bico seco. Apesar de não ter enchido a cara em nenhum momento, tomei muito licor. Desde os clássicos, de genipapo e passas; passando pelos surreais, de milho e creme holandês; até chegar nos sensacionais licores de chocolate e capuccino.

Mas não poderia encerrar este assunto sem mencionar a minha descoberta deste ano: o inacreditavelmente fenomenal licor cremoso de maracujá! O desgraçado é tão bom, mas tão bom, que só o pessoal lá de casa (inclusive este que vos fala) comprou cinco garrafas desta maravilha. E olha que estou me referindo apenas ao licor cremoso de maracujá, se colocar os outros sabores nessa conta o resultado chega aos dez litros facilmente.



O São João 2008 foi muito divertido. Pude rever os amigos, dançar forró, comer canjica, tomar licor, assistir alguns shows legais e outros bem bizarros... e fiz tudo isso rodeado de pessoas que amo. Definitivamente comecei as minhas férias com o pé direito!

Escrito por Eduardo Sales Filho às 17h12
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

30/06/2008


Novas roupas velhas

Entre as milhares de coisas que diferenciam os homens das mulheres, está a forma como encaramos o conceito de roupas e sapatos.

Para os homens, essas peças do vestuário são apenas coisas necessárias para não se morrer de frio ou detonar a sola do pé. Já para as mulheres, as roupas e sapatos representam parte fundamental de quem elas são como indivíduos.

É por isso que toda mulher adora fazer compras e renovar o guarda-roupa, especialmente depois de emagrecer alguns quilinhos. Os homens não costumam passar pelo mesmo processo.

A gente até pode sair pra comprar roupas de vez em quando, mas certamente não teremos a paciência feminina de entrar em várias lojas e experimentar centenas de peças até achar aquela bolsa, pra combinar com aquele sapato e aquele cinto que serão usados com aquela calça e aquela camisa!

Não. Homem é um bicho mais prático: entrou na loja pra comprar camisas; experimenta uma; se gostou leva várias parecidas, mudando apenas a cor ou a estampa.

Particularmente, eu odeio comprar roupas. Não sei se está ligado ao fato de sempre ter sido gordo, mas a verdade é que nunca achei interessante ficar suando naqueles provadores apertados das lojas enquanto um vendedor esperava do lado de fora com uma pilha de calças para experimentar. Depois de várias experiências irritantes, resolvi dar um basta nisso. Era chegado o momento de encontrar alternativas.

Eu precisava de roupas, mas não gostava de entrar em milhares de lojas para procurar. A solução era óbvia, contratar uma costureira!

Seguindo a recomendação da minha mãe, fui até a Skill Modas. Minhas medidas foram tiradas, disse para Maura - a dona da loja - exatamente o que queria, e voltei alguns dias depois para pegar minhas encomendas. Gostei tanto da experiência que, desde então, tenho feito basicamente a mesma coisa. Quando preciso de camisas ou calças, escolho alguma que está legal em mim, entrego pra costureira e mando fazer outras do mesmo tamanho.

Com o passar do tempo, minhas roupas foram ficando cada vez maiores, sempre proporcionais ao meu peso avantajado. Até que chegou a gastroplastia e comecei a emagrecer. Com quarenta quilos a menos as minhas calças não paravam de cair e minhas camisas pareciam uma lona de circo.

Todo mundo dizia que eu precisava comprar roupas novas, usar camisas mais apertadas, que isso faria bem pra mim e coisa e tal. Só tem um problema, eu odeio comprar roupas. A solução era evidente, iria apelar para Maura de novo.

Aproveitei os dias que passei em Amargosa, depois do São João, e levei um monte de camisas e calças para apertar. Agora o meu guarda-roupa está completamente renovado: as roupas são as mesmas, mas o tamanho... quanta diferença!

Escrito por Eduardo Sales Filho às 00h04
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



Perfil



Meu perfil
BRASIL, Nordeste, SALVADOR, PITUBA, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Cinema e vídeo, Gastronomia

Histórico